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Liquidez: Saiba se sua empresa tem!

O Fluxo de Caixa nos ajuda no cálculo da Liquidez?

Sim, antes de discutir o que é liquidez, vejamos os parâmetros que a compõem. Esses parâmetros são provenientes do Balanço Patrimonial da empresa, então, façamos a ginástica e vamos mirar um Balanço Patrimonial.

Vale dizer que não tencionamos aqui ensinar contabilidade, e sim, saber em poucos índices se a empresa que estamos analisando é ou não líquida, ou se possui ou não uma boa liquidez.

Balanço Patrimonial

É importante mencionar que embora muitas das PMEs deixam o Balanço Patrimonial para a contabilidade e muitas vezes nem se dão ao trabalho de analisá-lo, este documento pode ser uma excelente ferramenta gerencial desde que esteja atualizado. Outro aspecto são os conceitos que norteiam um Balanço Patrimonial, se o empresário os tiver cristalino, poderá usá-lo o que lhe facilitará a administração da empresa.

Um exemplo é, ou são os índices de Liquidez, minha empresa é líquida ou não? Tendo o conceito claro, podemos efetuar os cálculos e saber onde estamos, ou podemos, exigir que o financeiro nos deixe disponível esses índices de sorte que possamos acompanhar sua evolução.

Num exemplo esquemático o Balanço Patrimonial deve ter o seguinte jeitão:

                                 Balanço Patrimonial
            ATIVO                    PASSIVO + PL
circulante (AC) circulante (PC)
direitos de curto prazo  obrigações de curto prazo
não circulante (PNC)
exigível a longo prazo
resultado diferido
não circulante (ANC) Patrimônio Líquido
Realizável a LP capital social
Investimentos . (+) reservas de capital
Imobilizado . (+) reservas de lucros
Intangível . (+/-) ajustes de avaliação patrimonial
. (+/-) ajustes acumulados
. (- ) prejuízos acumulados
. (- ) ações em tesouraria

 

Índices de Liquidez

Liquidez Corrente;

A fórmula divide o Ativo Circulante pelo Passivo Circulante e é o mais importante, pois, nos fornece a capacidade para fazer frente os compromissos.

Os ativos Circulantes de curto prazo são os nossos direitos, ou seja, aqueles valores que em tese devem vir para o nosso bolso, ou já estão, exemplo: caixa, banco, estoque, clientes e o passivo de curto prazo são nossas dívidas, exemplo, empréstimos, financiamentos, impostos, fornecedores

A. o fazer esse cálculo podemos inferir algumas conclusões mais ou menos óbvias, se nossos direitos divididos por nossos deveres é > 1 (maior que 1), estamos bem, temos uma zona de conforto para fazer frente aos deveres. Se for = 1 (igual a 1), estamos empatados, sem margem para deslizes. E se for < 1 (meno que 1) não temos disponibilidade para fazer frente a todos os compromissos de curto prazo(luz vermelha).

A ideia desse cálculo é verificar se a empresa consegue ou não honrar seus compromisso no curto prazo, ou seja, aqueles compromissos com prazos inferiores a 12 meses. Para obter precisão nesses valores é importante que o balanço da empresa seja feito periodicamente. Esse valores são buscados no Balanço Patrimonial, por tal, é fundamental que o balalnço seja confiável e atualizado.

Liquidez Seca;

A fórmula não contempla o Estoque e as Despesas do Exercício Seguinte, observamos que dependendo do segmento poderá ou não ser importante.

Se nossa empresa está no segmento industrial o estoque é importante, se estamos diante de uma empresa no segmento de serviços o cálculo da Liquidez Seca perde um pouco o significado.

liquidez seca = (ativo circulante – estoque- despesas do exercício seguinte) / passivo circulante

Liquidez Imediata, ou Liquidez Instantânea, ou Liquidez Absoluta;

Este índice trata de avaliar o quão confortável é posição da empresa caso imprevistos aconteçam. Neste cenário podemos avaliar quanto uma empresa poderá fazer frente a imprevistos, na eventualidade deles ocorrerem. Emergências acontecem, e se a empresa está preparada ela terá boas alternativas para equacionar os problemas que se apresentam. Portanto, neste caso eliminamos o estoque e as contas a receber, restando somente os valores disponíveis.

liquidez imediata = disponível / passivo circulante

Liquidez geral;

Nos índices anteriores nos fixamos no curto prazo, aqui nossa mira estará voltada para o médio e longo prazo. Portanto, farão parte de nosso cálculo todas as variáveis do ativo e do passivo > acima de 12 meses.

Observe que esse índice não exige tanta urgência em ser executado, sua análise deve estar vinculada aos outros três índices mencionados anteriormente.

liquidez geral = (ativo circulante + realizável a longo prazo) / (passivo circulante + passivo não circulante)

Índices de Liquidez Fórmulas Data  Data
D1 D2
Liquidez Corrente Ativo Circulante  340/320 = 1,06
Passivo Circulante
Liquidez Seca Ativo Circulante – Estoque – DES  220/420 = 0,52
Passivo Circulante
Liquidez Imediata Disponibilidade  55/320   = 0,17
Passivo Circulante
Liquidez Geral Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo  395/480 = 0,82
Passivo Circulante + Passivo Não Circulante

DES – Despesas do Exercício Seguinte; são as despesas antecipadas.

Na Liquidez Corrente obtivemos o índice de 1,06, em outras palavras para cada 1 rela de dívida temos 1,06 para pagar, ou seja, praticamente devemos o que temos – estamos empatados. Já na liquidez geral, nossa situação é pior. para cada 1 rela de dívida temos 82 centavos para fazer frente. Portanto, temos que melhorar nossa performance no longo prazo.

Com base nesses 4 índices o recomendado é que o responsável pelo financeiro da empresa faça essas 4 contas, a gerência cria as metas e esses índices são acompanhados, digamos, trimestralmente.

Podemos acrescentar colunas de sorte que vamos fazendo os cálculos de liquidez para saber se a nossa empresa está ou não evoluindo, ou seja, está ou não ficando com maior liquidez. Assim, comparamos se a administração é assertiva ou não.

O interessante para as empresas é analisar os 4 índices de liquidez em conjunto.

ATIVO PASSIVO
  Passivo Exigível (passivo circulante + passivo não circulante)
Ativo Circulante Passivo Circulante
Disponível 40  Empréstimo bancário  50
Aplicações financeiras 15  Fornecedores e Cessão de Crédito  100
Estoque de Mercadorias 100  Provisão para IR  30
Duplicatas a Receber 20  dividendos a pagar  60
(-) Provisão para devedores duvidosos 5  obrigações trabalhistas  60
(-) Duplicatas descontadas 10  outros  20
Imóveis a venda 200
(-)Despesas do exercício seguinte 20
 Total AC  340  Total PC  320
Ativo Não Circulante Passivo Não Circulante
Títulos a receber 25  Financiamentos Bancários  100
 impostos a recuperar  30
Total 55  Receitas Diferidas (valores que serão recebidos futuramente)  40
investimentos 60  Adiantamento de Clientes  30
Total 60  Adiantamento de Aluguel  30
Imobilizado 170
(-)depreciação acumulada 100
Total 70
Intangível 110
(-)amortização acumulada 60
Total 50
Total ANC  235  Total PNC  200
Patrimônio líquido (passivo não exigível)
Capital Social  250
(-) capital a integralizar  200
Reservas de lucro  5
Lucros acumulados  —-
Total PL  55
Total do Ativo  575 Total do Passivo  575

IR = Imposto de Renda

Uma característica básica de qualquer Balanço Patrimonial é o fato do Total do Ativo deve ser rigorosamente igual ao Total do Passivo.

O Dr Zero Cost acredita que a função do contador como a conhecemos hoje irá terminar, e o motivo é simples: estamos cada vez mais conectados, seja através de redes sociais, seja através de câmeras, seja através das notas ficais, em outras palavras, em a Receita Federal tendo acesso a todas essas informações não há sentido solicitar que formulários sejam preenchidos, e dados sejam, enviados. Tudo estará lá disponível para os devidos controles, o que aliás já ocorre em alguns países do primeiro mundo.

Quando calculamos os índices de Liquidez é muito importante que tenhamos os parâmetros de empresas do mesmo segmento de mercado para nos posicionarmos perante os concorrentes. Portanto, acompanhar publicações de mercado, ex: revistas especializadas trazem por segmento índices de liquidez, ou associações de classe que muitas vezes emitem relatórios sobre o segmento pode e deve ser uma ferramenta interessante para que o empresário se guie e se posicione.

 

 

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 Definições;

Contabilmente o conceito de Liquidez nos fornece o quão fácil é converter determinados bens em moeda corrente, em outras palavras transformar ativos em moeda. Aí teremos ativos mais fácies e mais difíceis em serem convertidos. A variável perda de valor do bem entra nessa equação. Exemplo: suponha que a empresa necessite urgentemente fazer caixa para honrar seus compromissos e possua um determinado imóvel para venda, um galpão. Se ela estiver disposta a perder dinheiro vendendo esse galpão abaixo do valor de mercado aumentará a liquidez deste imóvel. Assim, temos ativos de alta liquidez ou baixa liquidez. Para saber quais os ativos a empresa possui basta olhar o balanço da empresa e avaliar o que é mais ou menos líquido naquele momento de necessidade de moeda.

O contas a receber é um ativo liquido, e os bancos estão sempre preparados para comprá-lo mediante taxas de descontos por vezes escorchantes.  Estoques já é um item mais complicado de se livrar dele, e por tal, deve ter um monitoramento constante, mantendo-o em níveis aceitáveis.

As máquinas, computadores, prédio, etc… ou seja, os ativos permanentes são majoritariamente líquidos e tangíveis, mas nada fácil de serem convertidos em caixa. Outros ativos líquidos e intangíveis são por exemplo, a marca.

Monitorar a liquidez de uma empresa é fundamental, pois, menos surpresas desagradáveis ela terá pela frente. Podemos concluir que quanto mais tenhamos moeda, mais serremos líquido. Isso é verdade, mas tudo tem seu outro lado. Se possuímos moeda e estamos líquido, mas há no mercado uma valorização de preços da mercadoria, esse fato nos trará perda de compra. Por tal, administrar uma empresa, saber quando comprar, quando vender e surfar no mercado de maneira que nossa prancha não afunde, é para poucos profissionais. No passado essa administração era exercida pela prática, hoje, somente a prática não é suficiente.

 

1. “ativo circulante”, é uma referência aos bens e direitos que podem ser convertidos em dinheiro no curto prazo.

De acordo com a Lei 6.404/76 (modificada pela Lei 11.941/2009), o Ativo no Balanço Patrimonial se constituirá dos seguintes grupos: Ativo Circulante (AC) e Ativo Não-Circulante (ANC).

ativo circulante é aquele que irá se realizar até o final do exercício social seguinte ao do balanço que está sendo elaborado e é equivalente ao “capital em giro”. O Capital de giro ou Capital Circulante Líquido é a diferença entre o Ativo Circulante e o Passivo Circulante, conforme estava estabelecido na terminologia da DOAR (Demonstração das origens e aplicações de recursos) na Lei 6.404/76 até 2007. A partir de 01.01.2008, a DOAR foi extinta, por força da Lei 11.638/2007, que modificou a Lei 6.404/76.

Em resumo, o ativo circulante é o termo usado na contabilidade, para mostrar os valores e os direitos que a entidade possui no curto prazo, sendo assim detalhados no Balanço Patrimonial:

Os ativos que podem ser considerados como circulantes incluem:

  1. “ativo não circulante

São incluídos neste grupo todos os bens de permanência duradoura, destinados ao funcionamento normal da sociedade e do seu empreendimento, assim como os direitos exercidos com essa finalidade.

O Ativo Não Circulante é composto dos seguintes subgrupos:

  1. “Passivo”

Em contabilidade o passivo corresponde ao saldo das obrigações devidas, enquanto no ativo se representam os bens e direitos que pertencem a uma determinada entidade. O passivo é a coluna da direita num Balanço Patrimonial. Um exemplo de ativo é uma conta a receber, e passivo seria uma conta a pagar.

O Passivo é um recurso controlado por uma entidade e um acontecimento passado e do qual se esperam que fluam benefícios econômicos no futuro, cuja liquidação se espera um ex-fluxo de recursos.

O Passivo monetário representa bens numerários que ainda vão ser repassados aos seus verdadeiros proprietários num momento futuro, e que está na entidade apoiando ou ajudando a gerar novos recursos financeiros para o devedor. O passivo não-monetário representa obrigações de lançamentos futuros no resultado do período daqueles ganhos já efetivados, porém não pertencentes ao atual exercício.

Na contabilidade brasileira, por força da legislação o passivo se divide em:

Para fins de análise contábil, as contas contábeis que compõe o passivo exigível curto e longo prazo (direito privado), podem ser inicialmente segregadas em obrigações em moeda nacional, e obrigações em moeda estrangeira. A partir desse início, pode se proceder as subdivisões, a serem compostas das principais obrigações. Como exemplo: salários, remunerações e encargos a pagar, empréstimos e financiamentos a pagar, fornecedores e prestadores de serviços a pagar, tributos a pagar e a recolher, adiantamentos a clientes, provisões etc.

O resultado de exercícios futuros em geral se dividia em receitas e custos diferidos. Hoje, por força de lei, o REF faz parte do passivo circulante em conta representativa da receita diferida (ver Lei 6404/76 art. 299-B).

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