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Da porteira para fora (45p) – Jornal Tribuna Liberal de 08/04/2018 – SAC – Serviço de Atendimento ao Cliente 8.

O Dia D do 5s.

O dia D é destinado tão somente a etapa 1, ou seja, ao Seiri, senso de utilização. Terminado o primeiro “s”, e somente após o seu término é que passamos para os demais. As próximas etapas terão dos demais “s” não terão uma data pré-fixada, e portanto, serão parte de um aprendizado e aprimoramento contínuo.

No nosso caso, executamos o dia D reunindo todos num local dentro da empresa, logo pela manhã, o local estava repleto de coisas que deveriam ser descartadas, foi dado um bom dia a todos, e o agente da mudança tomou a palavra. A campanha já corria solta há quatro semanas, o pessoal tinha tido palestras sobre os objetivos fixados pela empresa. E neste café foram reforçadas as regras do 5s. Elegemos duas áreas que seriam visitadas por todos na semana seguinte, para que todos – sim, todos, observassem os progressos, e assim, foi criado um cronograma de visitas. Todos puderam fazer observações, e o saldo colateral foi uma interação maior entre as pessoas.

Uma das funções do agente é sacar fotos dos diversos departamentos, áreas, mesas, “lixinhos”, de cada setor, e ao final apresentar as mudanças ocorridas. Hoje, com essa facilidade implantada em qualquer smartphone ficou fácil executar os registros, e arquivar, por exemplo, na rede interna.

Algumas pessoas são refratárias ao 5s, acreditam que isso seja uma grande bobagem, no entanto, não é! Basta ler os progressos feitos por empresas como a Toyota, e as taxas decrescentes nos índices de defeitos. Outro ponto a ser ressaltado é que as pessoas acumulam coisas seja em casa, seja no trabalho, muitas pastas ficam ali por meses e anos, sem qualquer utilidade. Se pegarmos esse material para ser analisado podemos com certeza dar um final mais útil para ele, e preferencialmente o descarte.

Ao final da história é preciso derrotar Voldemort, assim truques novos são necessários serem aprendidos. Sim, o 5s não é um truque novo, mas qualquer mágico parte de um patamar mínimo, e com a ajuda de amigos como Hermione e Ron sempre será mais fácil.

O mercado, ou os segmentos de mercado são cada vez mais competitivos e originalidade conta muito para abrirmos portas onde não há portas, ou seja, é preciso primeiro construí-las para depois abri-las. Como disse Steve Jobs: “As pessoas não sabem o que querem até mostrarmos à elas”.

Quanto ao descarte devemos colocar atenção especial em equipamentos eletrônicos. Até algum tempo atrás era comum, por exemplo, doarmos micros que já não faziam sentido para nossa organização, esses micros seguiam para repartições públicas, escolas menos favorecidas, etc.. Ocorre que depois dessa etapa muitas vezes esses equipamentos sem qualquer utilidade dada sua obsolescência eram jogados em rios, bueiros, etc. Vale dizer que eles possuem registros e os compradores oficiais se mantem responsável pelo descarte, assim, não se surpreenda se após alguns anos da doação sua empresa estiver envolvida num processo de agressão contra a natureza. (continua na próxima semana).

 

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Você também pode ler essa coluna diretamente no Jornal Tribuna Liberal, página 03, clicando aqui.

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Dr Zero Cost

Dr Zero Cost por Ailton Vendramini, perfil realizador com formação na área de Engenharia, tendo trabalhado no Brasil e no exterior. Atualmente acionista em algumas empresas e foco em Mentoria & Consultoria para pequenas e médias empresas no segmento de Gestão/Vendas/Marketing/Estratégia.

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